A eterna dúvida do mercado imobiliário ganha novos contornos em 2026. Com a Selic em queda e aluguéis pressionados pela demanda, o cálculo entre comprar e alugar ficou mais equilibrado. Simulamos os dois cenários com dados reais de São Paulo para ajudar na sua decisão.
O cenário da compra
Consideramos um apartamento de 60m² na Vila Mariana, avaliado em R$ 650 mil. Com entrada de 20% (R$ 130 mil) e financiamento de R$ 520 mil em 30 anos a 9,5% ao ano, a parcela inicial fica em R$ 4.350 (SAC). Somando IPTU (R$ 350/mês), condomínio (R$ 800/mês) e manutenção estimada (R$ 200/mês), o custo mensal total é de R$ 5.700.
O cenário do aluguel
O mesmo apartamento alugado custa R$ 3.200/mês, mais condomínio e IPTU. Custo total: R$ 4.350/mês. A diferença mensal de R$ 1.350 poderia ser investida. Aplicando em um fundo que rende CDI líquido (10,5% ao ano), em 30 anos você teria acumulado aproximadamente R$ 1,8 milhão.
O veredito
Puramente pelo aspecto financeiro, alugar e investir a diferença continua mais vantajoso no curto e médio prazo. Porém, a compra ganha quando consideramos: estabilidade, liberdade para personalizar, proteção contra reajustes abusivos e o componente emocional de ter um "lugar seu". Para quem planeja ficar mais de 7 anos no mesmo imóvel, a compra tende a ser melhor.




